Guia do Estudante

COMUNICAÇÃO ASSISTIVA

Tecnológico

Legenda:

Graduação

Graduação Tecnológica

O tecnólogo em Comunicação Assistiva trabalha com tecnologias, técnicas e métodos para ampliar a habilidade de comunicação de pessoas com disfunções ou incapacidades. Ele traduz e interpreta a Língua Brasileira de Sinais (Libras), utilizada por surdos, e o alfabeto em braile, empregado por pessoas que têm deficiência visual. No primeiro caso, transforma em sinais as palavras faladas ou lidas, segundo os padrões semânticos e linguísticos próprios, e, no sentido inverso, converte as palavras faladas ou lidas em sinais. Para atuar como tradutor e intérprete de braile, o profissional deve conhecer o alfabeto e a datilografa em braile e os recursos de informática desenvolvidos para cegos, como sintetizadores de voz.

Mercado de Trabalho

A crescente inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho e no sistema educacional torna o cenário animador para o tecnólogo formado em Comunicação Assistiva. O quadro deve melhorar ainda mais com a sanção em julho de 2015 da Lei Brasileira de Inclusão, também conhecida como Estatuto da Pessoa com Defciência, cujo objetivo é assegurar o acesso a direitos fundamentais aos portadores de defciência. Antes dessa nova legislação, uma lei federal de 2012 já criava vagas para tradutor e intérprete de Libras e para revisor de texto em braile nas instituições federais de ensino, que são preenchidas por concurso público. Há também boa demanda em escolas particulares, de Ensino Fundamental, Médio e Superior, e em instituições de terceiro setor. O profssional também é chamado para trabalhar em eventos, palestras, produtoras de vídeo e em empresas que desenvolvem softwares. Nestas últimas, ele trabalha para tornar aplicativos e sites amigáveis a pessoas portadoras de defciência visual ou auditiva. As regiões Sul e Sudeste, com destaque para os estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, apresentam maior oferta de postos de trabalho, principalmente no serviço público. Há demanda por intérpretes de Libras em universidades públicas e privadas de todo o país.

As melhores escolas

Curso

Além de aprender o alfabeto, o aluno conhece softwares especiais e equipamentos utilizados na datilografa em braile. Em relação a Libras, além do domínio das técnicas, dos sinais e seu significado, o estudante estuda fundamentos da linguística e as implicações sociopsicolinguísticas da surdez sobre a comunidade. Treina entonação de voz, postura e expressão corporal para interpretação em TV e em salas de aula ou auditórios. O estágio é obrigatório.

Duração média: 2,5 anos.

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